Naperons
escrito por eu
Não posso deixar de partilhar convosco esta fantástica galeria de naperons… faltam-me as palavras para dizer algo mais. São naperons no seu melhor, para usos diversos, em cores e formas e piruetas distintas.
Panos do pó disfarçados.
Bem pensei em trazer alguns para trocar na promoção da coca-cola mas não me deixaram. Vão ser doados para venda futura numa qualquer quermesse ou feira de artesanato, onde alguma artista plástica os vai comprar para forrar garrafões verdes de 30 litros e vender em galerias de arte que a levarão à glória glória aleluia do circuito internacional e um dia pagaremos bons bilhetes para ver a sua exposição numa Tate sei lá.
O naperon é a fofoca dos anos 50 e 60 e 70, quando a Hola não aterrava nos consultórios nacionais e nos viamos reduzidos à Crónica Feminina em sépia e formato de bolso. A toque de naperon se fez e desfez muita vida. Falassem estas linhas nº 3 da Ancora ou do Coração e muita familia cairia por terra com os pergaminhos quebrados.
Naperons… nada pode ser mais português. Só mesmo o cão de loiça ou a terrina do bordalo em forma de couve flor ou repolho. Mas em conjunto são o quê de uma nação.
Viva o naperon!
















