Tens lume?

escrito por eu

Na caneca dos lápis tenho um chupa velho, trazido de algum lugar distante como recordação. O que dará a alguém para trazer chupas? Que conotações desmedidas estão por detrás deste gesto?

Um chupa é um bem perecível. Não dura nada. Duas ou três trincas e já foi. E dele não guardarei qualquer recordação por mais dos 5 minutos que leva o gosto a esvair-se pela goela abaixo ou pelos dentes peganhentos do açucar.

No entanto, como foi um recuerdo, guardo-o na caneca dos lápis. Por esta altura deve estar podre. A saber mal. Seria esse o objectivo? Que o comesse e me fizesse mal?

Pobre. É apenas um chupa solitário numa caneca de lápis. Isolado, descriminado pelos lápis. “Sai daqui peganhento”, devem dizer entre si “Nem bico tens!”.

Um belo chupa embrulhado em celofane com um laçarote vermelho a fechar em faz-de-conta que é vácuo. Para preservar o sabor.

Mas antes um chupa que um gelado, que se derrete. Ou um chouriço a que tinha que pegar fogo com alcool e isso num escritório não dá jeito.

Um chupa… tens lume?

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