Quionga6

da janela vejo o Chile

Miudos no Metro (ou nos transportes em geral)

metrox_logo

O Metro de Lisboa vai lançar um clube com mascote destinado a sensibilizar os mais novos para a utilização dos transportes públicos. Acho muito bem. De pequenino se torce o pepino diz o povo, e o universo não é sustentável se andarmos todos montados em petróleo. E até que cheguem as alternativas ainda temos muito que penar. Mas adiante.

Aquilo que mais me “incomoda” é que esta utilização dos transportes pela família e pelos miúdos tem outra forma de ser dinamizada e isso passa pela politica de bilhetes e tarifas. Não só mas acima de tudo por aí.

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A aventura da bicicleta

bicicleta_dobravel

Não fosse a possibilidade de alugar a bicicleta antes de comprar e as dúvidas ainda iam persistir por mais tempo. Mas os senhores da loja são simpáticos e praticam esta modalidade. E assim dei por mim a ciclar por Lisboa, ainda nos passeios e tal, mas já a pedalar. E que bom que está a ser, mesmo com alguma chuva.

Já comprei o cadeado, a bomba de ar e o capacete (um capacete de skater, preto).

E mesmo não tendo acabado ainda o fim-de-semana, posso dizer-vos que ando feliz. Ciclar é mesmo um prazer e agora já não preciso de esperar por Copenhaga para o fazer. Estão a ver que cosmopolita vos saí: ai e tal eu andar de bicicleta é mais em Copenhaga. Agora também o vou fazer em Lisboa e já ando a ver as ciclovias e os espaços mais agradáveis, onde possa levar a pita também.

É claro que Lisboa tem muitas subidas… mas a isso também correspondem belas descidas. E se ontem subi ao Bairro Alto em esforço e com ela pela mão mais de metade do caminho, também o desci com o vento nos (raros) cabelos. E alegremente passo por muitos outros ciclistas. Portanto vamos lá a deixar o preconceito e pedalar em Lisboa. Ao fim de algumas subidas já o percurso Cais-do-Sodré : Campo Grande será uma brincadeira de crianças.

E pronto… vou almoçar e dar mais umas pedaladas por aí que isto sabe mesmo bem.

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E quê? Despenteia-me?

A expressão tem origem numa anedota mais ou menos velha:

Um cidadão, descrito na gíria da anedota como um deficiente todo atrofiado, está sentado num jardim, na sua cadeira de rodas.

Passa uma cidadã, descrita na gíria da anedota como uma boa toda boa daqueles mesmo boas.

O dito cidadão desdobra-se em piropos a roçar o ordinário, coisas do género: anda cá ó boa, fazia-te e acontecia-te e etc.

Vai daí a cidadã retorque-lhe: Ó senhor tenha juizo. Olhe que deus castiga-o!

- Quê? Despenteia-me?

Agora podia acrescentar palavra da salvação antes de fazer a minha breve homilia.

Não vou defender ou atacar ninguém, apenas dizer que tenho uma grande simpatia por figuras da nossa praça, seja qual for o seu quadrante de actuação, que chegam a este nível de liberdade e desprendimento onde a única coisa que têm a temer é que alguém os despenteie. E a maior parte deles já são carecas, logo até o despentear é relativo e pouco os afectará.

Outros, pobres, chegarão a esta idade e deslargam-se de outras formas.

Viva a verborreia.

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Tens lume?

Na caneca dos lápis tenho um chupa velho, trazido de algum lugar distante como recordação. O que dará a alguém para trazer chupas? Que conotações desmedidas estão por detrás deste gesto?

Um chupa é um bem perecível. Não dura nada. Duas ou três trincas e já foi. E dele não guardarei qualquer recordação por mais dos 5 minutos que leva o gosto a esvair-se pela goela abaixo ou pelos dentes peganhentos do açucar.

No entanto, como foi um recuerdo, guardo-o na caneca dos lápis. Por esta altura deve estar podre. A saber mal. Seria esse o objectivo? Que o comesse e me fizesse mal?

Pobre. É apenas um chupa solitário numa caneca de lápis. Isolado, descriminado pelos lápis. “Sai daqui peganhento”, devem dizer entre si “Nem bico tens!”.

Um belo chupa embrulhado em celofane com um laçarote vermelho a fechar em faz-de-conta que é vácuo. Para preservar o sabor.

Mas antes um chupa que um gelado, que se derrete. Ou um chouriço a que tinha que pegar fogo com alcool e isso num escritório não dá jeito.

Um chupa… tens lume?

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As férias no Zmar

zmar

A ideia não é fazer-vos inveja das minhas férias que agora terminam… ou talvez seja. :) Esta era a minha vista diária.

Descobri o Zmar através de uma amiga sempre atenta a estas coisas e contrariamente ao que é habitual fiz a reserva em Maio. Daí até lá chegar fartei-me de ouvir vozes a bradar aos céus que clamavam que nem mortos, que aquilo estava uma desgraça, que nem daqui a 10 anos, um deserto… etc etc etc.

Pois vim de lá a pensar que se calhar este até foi o melhor dos anos para lá ter passado férias.

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