Quionga6

da janela vejo o Chile

A menina do Rádio Taxis

antiga telefonista

Hoje fiz uma viagem de taxi bastante “produtiva” mas também muito triste. Fiquei a saber que a Rádio Taxis embarcou nas novas tecnologias e na ânsia de melhor servir o cliente, os serviços vão passar a ser marcados através dum “pc”, ao taxi que for localizado mais perto do local da chamada.

Assim se chega ao fim de um ciclo de histórias delirantes, de sons roufenhos, de discussões acesas, de impropérios, de esquizofrenias entre o rádio da central, o rádio sintonizado num qualquer forum de ouvintes ou numa rádio popular, no vidro aberto para a cidade e para as palavras curtas gritadas aos restantes condutores.

No meio de tudo isto claro que tinhamos que dar também a nossa opinião e prestar toda a atenção às teorias da conspiração e demais delírios do taxista.

Vamos ganhar em silêncio, esperemos.

Com esta revolução, espero que não se vão também as simpáticas telefonistas, com quem tive flirts e casos “amorosos”, que sabiam mais da minha vida que eu, que me estranhavam locais ou horas e muitas vezes me resolviam embrulhos.

Senhoras a quem nunca vi a cara mas para quem imaginei histórias e idades.

… acho que vou sentir falta daquele “RÉEETALIS” cheio de estática… GPRS killed the radio star.

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Naperons

Não posso deixar de partilhar convosco esta fantástica galeria de naperons… faltam-me as palavras para dizer algo mais. São naperons no seu melhor, para usos diversos, em cores e formas e piruetas distintas.

Panos do pó disfarçados.

Bem pensei em trazer alguns para trocar na promoção da coca-cola mas não me deixaram. Vão ser doados para venda futura numa qualquer quermesse ou feira de artesanato, onde alguma artista plástica os vai comprar para forrar garrafões verdes de 30 litros e vender em galerias de arte que a levarão à glória glória aleluia do circuito internacional e um dia pagaremos bons bilhetes para ver a sua exposição numa Tate sei lá.

O naperon é a fofoca dos anos 50 e 60 e 70, quando a Hola não aterrava nos consultórios nacionais e nos viamos reduzidos à Crónica Feminina em sépia e formato de bolso. A toque de naperon se fez e desfez muita vida. Falassem estas linhas nº 3 da Ancora ou do Coração e muita familia cairia por terra com os pergaminhos quebrados.

Naperons… nada pode ser mais português. Só mesmo o cão de loiça ou a terrina do bordalo em forma de couve flor ou repolho. Mas em conjunto são o quê de uma nação.

Viva o naperon!

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Ainda sobre a Playboy portuguesa

29062009(001)

Se alguém vos perguntar “Mas quem é que ainda compra aquilo???”. Podem dizer que eu compro e ela já ganhou um lugarzinho no cesto das revistas existente no wc (não porque seja mais higiénico, mas porque é ali que as leio com mais tempo e atenção).

A Playboy Portuguesa, quanto a mim, está a ganhar nuns pontos e a perder noutros. A qualidade das fotografias melhorou bastante apesar de os ensaios das Playmates serem ainda muito fracos. Mas aqui surge a primeira pergunta. Não era suposto isto serem nus a sério? Daqueles sem nada a esconder? Então porque é que nenhuma delas se apresenta na sua totalidade? Nem a playmate dá um ar de sua graça. Tudo tapadinho não vá vir a gripe.

Como dirá um amigo meu, até a contínua da universidade dele é mais atrevida. Aos meus conterrâneos, espero que a palavra contínua não vos tenha lembrado a D. Judite. Espero.

E fico sempre a pensar que qualquer uma das moças que se mostram nos ensaios finais (este mês temos DJ’s) daria uma melhor playmate que a escolhida.

Mas depois vejo a revista a melhorar nos outros pontos. Este mês temos Esteves Cardoso e Pedro Paixão, longas entrevistas com cantores e actores, e os etc’s. Não li nada ainda com atenção, mas fiquei agradado porque senti alguma evolução.

Portanto, se melhorarem bastante as fotos continuam a ter comprador.

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Sobre a organização da tralha

boxes

Aproveito a apresentação que Bruce Stearling fez na Reboot para partilhar convosco a forma como devemos reorganizar as coisas, a tralha, a colecção que vamos fazendo ao longo da vida e tornar tudo mais simples.

O processo não se anuncia simples… e a vontade que tenho de o fazer é tanta… o pior é o resto. Mas aqui vai.

Segundo o senhor, toda a nossa “tralha” deve ser dividida em 4 categorias, apenas 4, nada mais que 4:

. Beautiful Things

. Emotional Things

. Tolls, appliances, etc

. Everything Else

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A vida depois da Reboot

copenhaga

Para além dos posts sobre os projectos que publicarei no blog da Active, este é especialmente dedicado ao regresso à vida normal depois de mais uma experiência quase espiritual que é participar na Reboot, visitar e viver Copenhaga durante uns dias e concluir que nós temos muito pouca noção do bom que a nossa vida podia ser em Portugal. E era preciso fazer tão pouco.

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