Para quem não conhece… aqui ficam os cartoons John & John.
Para quem não conhece… aqui ficam os cartoons John & John.
De repente a Quionga anima-se e recebe gente nova. Casas que estiveram fechadas no último ano (ou mais) começam de repente a receber novos habitantes.
Passei assim a ter vizinhos por baixo, atrás e em principio também à frente (apesar de ainda não terem dado grandes sinais de vida).
Pergunto-me se a tendência se inverteu, se as pessoas começaram a fazer contas à diferença entre a vida dentro e a vida fora ou se finalmente os preços da habitação estão a baixar para níveis aceitáveis e menos especulativos.
Seja como for, agrada-me ver o bairro a ganhar vida nova. Sejam bem-vindos!
Depois agrada-me ver que os sábados no Chiado são cada vez mais animados. A Baixa come por tabela apesar das lojas fechadas. Será preciso fazer um desenho aos comerciantes? O que é que ainda não perceberam?
Falta-me ir até ao Terreiro do Paço ver como está a ir a famosa praça sem carros. Mas em abono da verdade, nunca considerei aquele espaço imenso sem sombras e sem abrigo muito convidativo. Ainda me lembro da primeira experiência num verão passado em que as noites de verão se encheram de esplanadas improvisadas para dinamizar o espaço. Qualquer vendedor de cobertores teria tido ali noites felizes. Ouvi dizer que os jardins dentro dos edifícios são bastante mais acolhedores. Ou talvez se devesse encher a praça de arvores e relva. Ideias.
No metro começam a entrar as primeiras bicicletas e em alguns passeios também já os encontramos, alegremente pedalando. Mesmo nas avenidas mais movimentadas começam a surgir corajosos pedaleiros.
Amanhã é dia de jazz em mais um jardim lisboeta, uma iniciativa privada, com o apoio da autarquia que só se esqueceu de mandar abrir as casas-de-banho públicas do dito jardim. Sofre o senhor do café que vê a fila maior dum lado que do outro. Mas tirando isso, é mais um jardim pleno de gente, vida e animação.
Vale bem a pena viver em Lisboa e ver as coisas a mudar. Falta muito, mas de pequenas coisas se faz uma grande cidade e em quase todas as alterações se sente muito pouco do poder local. Imaginem que a iniciativa ou o apoio era mais a sério. Que rica vida seria a de Lisboa.
Para quem ainda não passou pela RTP2 à segunda-feira pelas 22.40h, eis uma serie que vale bem a pena. Esta giraça vende erva, ou melhor, montou uma plantação de erva em conluio com amigos, entre os quais o “Presidente da Junta”, um especialista em genética de erva, um paquistanês, um candidato a rabino e um gajo perfeitamente normal com uma vida miserável por causa das manias da mulher. Em comum, as grandes broas que apanham todos. A complicar, dois filhos na idade do armário e um namorado da Brigada Anti-Droga.
Pronto… já disse tudo. A ver. Se não gostarem, tirem o som e admirem a menina que tem um belo par de olhos castanhos.
Ferias. Nos restinhos. Para a semana haverá mais. A estes jovens valeu-lhes a sopa de tomate, a vista para a praia, as tostas de queijo e oregãos (também com tomate), a simpatia e o zen.

Um gajo não pode estar de férias, dois ou três dias em casa, que ela não comece logo a dar ordens. Tem passado os dias a dar ordens.
Eu, obdientemente, tenho desobedecido a todas.
Todas as manhãs, antes de sair para o trabalho ordena-me: “Faz a barba e aspira a casa.” Nem uma nem outra. Quando chega a casa diz o obvio: “Nem a barba fazes. Ao menos aspiravas.” e resmunga. E eu, de ferias, viro-me para o lado e faço mais uma marca mental no meu painel de recordes.
Está-se bem assim. Desconfio que para a semana vai morrer de tédio. Sem a filha para mimar e sem o marido para ordenar. Vai ser lindo vai.
Até logo… vou esconder a gillete.